Desmatamento

          Desmatamento contribui para o esgotamento das fontes de água natural prejudicando o abastecimento, deixa o solo sem proteção das raízes das árvores, impedindo a erosão.

          A terraplanagem arranca as árvores plantas rasteiras e corta o solo. O desmatamento ocorreu para o plantio, a criação de gado, para comercialização da madeira, para moradias, etc.

          A devastação florestal preocupa brasileiros e ambientalistas do mundo todo, pois interfere na fauna, destrói espécies da flora, contribui para a poluição da água, do ar, das chuvas ácidas, do efeito estufa e a comercialização ilegal de madeiras nobres.

          Ocorre a poluição do solo, quando joga sobre ele qualquer coisa nestas áreas desmatadas, o material jogado não entra em decomposição, os decompositores são destruídos, o solo contaminado torna-se uma via transmissora e propagadora de doenças, assim como a perda da fertilidade do solo.

          Além do custo ecológico, os incêndios contribuem para intensificar o efeito estufa, assim como a especulação madeireira. A África é uma amostra de destruição, em Madagascar, a devastação de 93% das florestas tropicais transformou regiões exuberantes em desertos.

           As florestas de clima temperado são devastadas de modo mais intenso do que as tropicais. Estima-se que 44% dessas matas já desapareceram , restando 23 milhões em biodiversidade.

           A situação atual é crítica percebe-se uma mudança na geografia da devastação que continua acelerada. A Mata Atlântica é um conjunto de três ecossistemas. No litoral, cresce a restinga, junto aos estágios dos rios, forma-se os manguezais, depósitos de matéria orgânica que alimenta inúmeras espécies de animais.

           Por fim, vem as florestas, como folhagens mais densas e árvores mais altas, cujas raízes impedem que as camadas férteis do solo sejam “varridas” pelas chuvas. A sombra produzida pela copa das árvores preserva as nascentes dos lençóis freáticos. O funcionamento harmonioso desse conjunto significa vida para a mata. As bromélias, plantas de rara beleza, brotam no chão ou em caules, servindo de reservatório d’água para insetos, pássaros e pequenos animais como o mico-leão. Estes por sua vez, funcionam como dispersores de “sementes” que jogam no chão depois de comer a polpa das frutas.

           A mata ainda apresenta grande variedade de madeiras nobres, como o pequi, o jequitibá e o jacarandá disputados no mercado internacionais. Espécies sem valor comercial, como a embaúba, por exemplo, sustentam com suas folhas o bicho preguiça.

           A destruição vai desde o interesse econômico de grandes empresas, inclusive sob o argumento se geração de empregos, à sobrevivência dos pequenos agricultores. Contribui para o agravamento da situação uma centena de autorizações falsificadas de desmatamento em regiões onde se instalaram grandes fazendas de gado.

           Durante os primeiros 350 anos de História do Brasil, o extrativismo foi ininterrupto e intenso. Nos últimos 150 anos, não sobrou muito o que contar. Ambientalistas alertam para o pouco que sobrou da floresta que só chega a aproximadamente 86 quilômetros quadrados, já beira o limite de vários ecossistemas. Neles sucumbem muitos das espécies nativas de flora e fauna e o que ainda parece pior, a Mata Atlântica pode desaparecer em 50 anos com o ritmo de destruição em que está.

            A Mata Atlântica e seus ecossistemas associados abrangem 17 estados do Rio Grande do Sul ao Piauí, totalizado mais de 12,9 milhões de quilômetros quadrados. Cinco séculos depois, a mata é uma pálida sombra do que já foi. Pagou o preço por receber a maior parte da população brasileira e foi definhando, até chegar 7,4 de sua cobertura original. Mesmo assim, continua sendo um dos ecossistemas mais ricos do planeta, abrigando 58 espécies de árvores (38% da quais só existe na Mata Atlântica) e 131 espécies de mamíferos (23% só encontrado nessa floresta). Tem também a maior riqueza de árvores do mundo.

             O clima dentro dos continentes é muito diferente do clima sobre os oceanos, mostrando que a atmosfera é fortemente influenciada pelo o que acontece terra abaixo. É certo que ocorrerão algumas mudanças no clima amazônico devido ao desmatamento. Estas mudanças podem estender-se ao certo da América do Sul e possivelmente ao resto do mundo. O desmatamento e o equilíbrio de energia da superfície.

             A compreensão dos motivos pelos quais isto ocorreria depende de uma avaliação do equilíbrio global de energia. Apenas cerca de 50% da energia solar terrestre, sendo o resto refletido ou absorvido pelo ar e pelas nuvens. A maior parte desta energia e re-introduzida no ar através da evaporação, e o calor “latente” armazenado no vapor d’água pode ser então transferido por longas distâncias antes de ser liberado pela chuva.

              A energia usada para aquecer diretamente o ar, chamada de “sensível” ou fluxo de calor convectivo, tem um terço da magnitude e é irradiada ao espaço mais rapidamente. O responsável cerca de 15% da energia solar que chega á atmosfera deixa o solo inicialmente sob a forma de radiação térmica, mas uma boa parte é reabsorvida para aquecer a atmosfera a uma temperatura de 30 graus. Isto ocorre basicamente pela interação com o vapor d’água e também como dióxido de carbono, o ozônio, o metano e outros gases de efeito estufa. As modificações da cobertura vegetal do solo alteram o equilíbrio de energia. Os raios de sol têm menos chance de serem refletidos porque penetram mais profundamente na floresta de grande altura.

                  Portanto, o desmatamento muda refletividades da superfície da Terra de aproximadamente 10% para algo em torno de 30% em um posto de grama baixa ou de 40% em solo nu ou totalmente erodido. O desmatamento também modificara o equilíbrio entre a evaporação e o fluxo de calor convectivo de uma forma complexa que depende da reação das plantas ao clima e a água disponível no solo.

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